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História

ETE_FMC_História

Fundada por Luzia Rennó Moreira - Dona Sinhá Moreira - a ETE FMC iniciou suas atividades educacionais em março de 1959, sendo a primeira escola de eletrônica de nível médio da América Latina.

Sinhá Moreira entregou a direção de seu empreendimento educacional aos Jesuítas, que com base nas dimensões do Paradigma Pedagógico Inaciano, realizam a caminhada educativa em busca da excelência acadêmica e humana.


Sinhá Moreira

Natural de Santa Rita do Sapucaí era filha do Coronel de Francisco Moreira da Costa, líder político, e sobrinha de Delfim Moreira, Presidente da República. Mulher visionária e sonhadora, apaixonou-se por sua terra e sua gente simples e trabalhadora.

Foi construtora de ruas, casas e escolas na sua pequena cidade no interior de Minas. Sonhou o crescimento dos jovens com a educação e a promoção profissional. Reservava grande parte de seu coração para os doentes e os pobres. Sua generosidade propiciou estudos em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte para os jovens esperançosos de sua terra.

No final da vida, vislumbrava um futuro diferente para os jovens, sabendo que, uma escola técnica abriria para eles novos caminhos e direcionaria sua cidade para o desenvolvimento. Aconselhada por professores do ITA, de São José dos Campos, lançou as bases da Escola Técnica de Eletrônica que leva o nome de seu pai. Obra pioneira na América Latina. Contou com o auxílio dos tradicionais educadores, os jesuítas, e não foram poucos os sacrifícios e dificuldades que não abalaram a fé e a determinação desta mulher de fibra.

Sinhá veio a falecer em 1963. Assim foram 55 anos de uma vida de amor, que se fez de doação e dedicação a sua terra e seu povo.

A memória de Sinhá Moreira deve permanecer entre nós para inspirar os que trabalham nas suas escolas, os que dedicam sua vida e talento ao crescimento dessa cidade. Sinhá nos ensina que a verdadeira riqueza só pode nascer do trabalho. Ela mostra que a felicidade não é estar na posse egoísta dos bens, mas na doação, na partilha e na amizade.

"Os pobres me ensinaram as grandes lições da vida", dizia Sinhá Moreira em seu testamento. Como diz a Sagrada Escritura, há pessoas que ainda nos falam depois de mortas. Mas, para isso, devem viver na memória do coração pelas suas lições de vida.